Peeling, uma técnica milenar

Por Dra. Gabriela Rodrigues – abril de 2016

A esfoliação química da pele com o objetivo de melhorar a textura e aparência é uma técnica milenar, há relatos históricos de que Cleópatra, no Egito antigo, utilizava leite azedo na pele para obter o resultado esfoliativo, há também relatos de que na França, as mulheres usavam vinho envelhecido com esse mesmo objetivo. O leite azedo contém ácido láctico, um alfa hidroxiácido amplamente utilizado nos dias atuais em clínicas de estética nos procedimentos de peeling e quanto ao vinho envelhecido contém ácido tartárico que também é um agente esfoliante1

A era moderna dos peelings químicos começou por volta dos anos 50 com MacKee, um dermatologista que usou fenol para tratamento de cicatrizes faciais2. Inicialmente as fórmulas de peeling não eram divulgadas e o procedimento atraia interesse devido aos seus ótimos resultados, mas finalmente nos anos 80 cirurgiões plásticos e dermatologistas como Stegman iniciaram investigações científicas sobre o método3. Os alfa hidroxiácidos, muito utilizados atualmente, foram estudados por Van Scott e Yu no final dos anos 804.

Desde então, vários ácidos foram descritos para o uso em peelings químicos como, por exemplo, os ácidos retinóico, glicólico, tioglicólico, tricloroacético, mandélico e salicílico, e todos os dias novas substâncias são descritas para este fim. 

Para uma melhor escolha do tipo de peeling e sua aplicação é fundamental que o profissional da área da saúde que estiver realizando o procedimento conheça muito bem sobre fisiologia, histologia da pele, o tipo de ácido utilizado e faça uma anamnese completa da(o) cliente para a determinação do objetivo do tratamento, grau de envelhecimento cutâneo, profundidade das rugas, grau de acne, característica da mancha, fototipo cutâneo, hábitos de vida e doenças pré existentes.

O peeling químico é um procedimento seguro, confiável e com bons resultados desde que aplicado por um profissional habilitado para tal procedimento. É necessário sempre fazer a manutenção pós-tratamento para que o efeito obtido dure por mais tempo.

Referências:

1. Khunger N. et al. Standard guidelines of care for chemical peels. Indian J. Dermatol.Venereol. Leprol., 2008.
2. Mackee GM; Karp FL. The treatment of post-acne scars with phenol. Br. J. Dermatol., 1952.
3. Stegman SJ. Medium-depth chemical peeling: digging beneath the surface. J. Dermatol. Surg., 1986.
4. Van Scott EJ; Yu RJ. Alpha hydroxy acids: procedures for use in clinical practice. Cutis., 1989.

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